domingo, 9 de agosto de 2026

Homenagens

 



09/08, segundo domingo de agosto, dia dedicado aos pais. Ofereço um poema de homenagem póstumas ao meu eternizado pai e estendo a todos aqueles que se dedicam a cuidar e estar presente na vida dos filhos.




Palavras podem não ter sido ditas

Gestos e atitudes foram transmitidas

No cotidiano de muitos afetos

diversificados nas  diferentes etapas de vida.

 

Há muito você partiu, pai

Recordações e saudades ficaram.

Neste dia especial

São minhas as homenagens póstumas

 

Pensando em você

Transmito aos demais

A grandeza desta função.

Que desejo seja coroada em família.

 

A todos que aqui passarem

 

FELIZ DIA


Dia 09/08 o pensandoemfamilia.com.br completa 17 anos. Visite, vamos celebrar. 



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terça-feira, 28 de julho de 2026

Namoro oculto

 


Poetando


Namoro oculto


Sendo rocha à beira mar
Sinto seus leves
E os fortes impactos
do preamar.

São muitas as fendas
a me esculpir
E me transformar
Sou do dia e da noite

Brilho com a luz solar e do luar. 
Atraio seu olhar.
Mas me oculto
No subir da maré.

Como é antigo 
Este namorar!

 Norma Emiliano



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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Envelhecimento

 




Envelhecência

"a transição da vida adulta para a velhice: um Termo cunhado por Manoel Tosta Berlinck






Em 2015, foi lançado o documentário Envelhecência - Um novo olhar sobre o envelhecimento, sob a direção de Gabriel Martinez. È um relato da história de seis pessoas que vivem de forma plena que mostram através das suas experiências que se pode viver após os 60 com muitas atividades e com humor.

Em “A Velhice” (1970),  Simone de Beauvoir aponta que os idosos podem viver esse período com autonomia, liberdade e sentido, desde que o mundo os reconheça como sujeito ativo, o que exige uma transformação radical em toda a estrutura social.

Por outro lado, os estereótipos em relação à velhice (apatia, implicância, tristeza, entre outros) comprometem a qualidade de vida. 

O filme Chega de saudade, (2008) de Laís Bodanzky, traz como contexto o baile da terceira idade. Aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo que envolvem a vida do ser humano e deixa como mensagem a importância do viver o aqui e agora, do abandono dos fantasmas do passado e do seguir dançando conforme a música. Aceitar-se e reconhecer habilidades e limitações, independentemente da idade.

Estou nesta fase, aos 77 anos. Sou grata à vida, mas não há como considerar como a melhor idade, pois reconheço as limitações que vão chegando e procurando me adaptar física e emocionalmente.

Considero, como Adélia Prado, que "A poesia é a revelação do real. Experimentar a poesia é experimentar o real, o que de fato é. Ela é desveladora da realidade, ela permite a você a desmistificação da vida."

Assim, finalizo este texto, que considero reflexivo, com a poesia recém criada por mim.


Desapego

O sol amanhece
Os olhos despertam
Com o aperto do peito
Imerso na escuridão.
 
Pelas janelas a luminosidade
Que clama vida!
E o corpo inerte
No choro contido.
 
Ah!  juventude esmaecida.
Aceita- la é firmeza
Da sabedoria do bem-viver
Nada adianta o desencanto.
 
A menina dos olhos
Colhe o novo dia
Abre as asas dos sonhos
E segue o rumo da vida.
 
Norma Emiliano



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terça-feira, 30 de junho de 2026

A arte poética- Com Sophia M B Andresen

 

                                Fonte

Arte Poética


"Todo o poeta, todo o artista é artesão de uma linguagem. {...}O artesanato das artes poéticas nasce da própria poesia a qual está consubstancialmente unido. {...}E no quadro sensível do poema vejo para onde vou, reconheço o meu caminho, o meu reino, a minha vida".

 "A poesia é a minha explicação com o universo, a minha convivência com as coisas, a minha participação no real, o meu encontro com as vozes e as imagens".

  Sophia de Mello Breyner Andresen, do livro Coral e outros poemas.

 

Bússola da vida


Sou como rio

Fluo pela vida

transponho as pedras

E tenho as margens

Como companheiras.


Amo o mar
Ouço seus sussurros
Respeito suas marés 
E mergulho em mim.

No horizonte, o infinito
Na vida tudo é  finito
No passado, meu solo
No agora me entrego.


Amo a vida
Amo minha familia
Valorizo meus laços 
E me amo.

Os dias passam 
O tempo escoa
O que permanece
São memórias em vida. 

O amor é  meu porto

Os chamados meu norte

As interações, gestos amorosos e

a natureza nutrem  meu corpo e alma.

Transcendendo a  poética do viver.


Norma Emiliano



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segunda-feira, 8 de junho de 2026

 

Proseando


Quando me revisito encontro lugares que me confortam e me colocam no prumo do tempo. Vida longa, possibilidade de percorrer mais estradas, vasculhar vielas, construir pontes e deixar o âmago expandir em descobertas de si.

Quantas paisagens belas se descortinaram, momentos percebidos com olhos da ilusão e que, momentaneamente, me fizeram feliz. Se valeram a pena? Sim, todos fizeram parte do meu percurso de aprendizagem.

Várias telas foram pintadas, nas cores possíveis de cada fase, e que estão registradas no meu templo. Neste ir e vir me reconstruo e quando me olho no espelho reconheço partes do que fui, do que estou sendo e busco nos sonhos fontes de inspiração para que o prazer da vida não me abandone.


Norma Emiliano